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Pré-fabricados arquitetônicos marcam o cenário urbano na virada de século Qualquer desenho de fachada pode ser reproduzido nos no- vos painéis de concreto pré-fabricados, os chamados painéis arquitetônicos. Bem mais do que simples modismo, esse sistema construtivo se impôs ao mercado não só pela ampla gama de detalhes, mas sobretudo pela economia de tempo e recursos que propicia. Basta acompanhar o fechamento de uma obra realizada com esses pré-fabricados para notar a rapidez do processo. O que mudou foi principalmente o conceito de pré-fabricado, hoje traduzido em um produto acabado, apresentado em várias cores, texturas, formatos e dimensões, evitando as improvisações (e desperdícios), ainda comuns no canteiro de obras. Hoje os painéis de fachada são aplicáveis a qualquer obra, afirma a engenheira Maria Angélica Covello Silva, da consultoria NGI-CTE, especializada em qualidade na construção. No entanto, como em qualquer processo industrializado, o sistema precisa ser definido ainda na fase de projeto, junto com as decisões de arquitetura e estruturais, adverte Maria Angélica. Seminário O interesse por painéis arquitetônicos levou à realização, em dezembro, do seminário “Fachadas: Arquitetura, Tecnologia e Produção”, no Instituto de Engenharia de São Paulo. Organizado pelo Sinduscon-SP, Asbea-Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura e ABCP, o evento tratou das inovações em sistemas de vedação, com palestras sobre tecnologia, arquitetura e execução de fachadas em edifícios. Conheça nesta reportagem alguns dos sistemas de painéis disponíveis no mercado brasileiro. |
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| Stamp | |
| Primeira empresa a colocar os painéis de fachada como produto de mercado, a Stamp trouxe a tecnologia da canadense Bétons du Lac, que transformou a obra em linha de montagem de componentes. Isso em 1994, com as obras do Condominium Club Ibirapuera, em São Paulo (projeto da Königsberger-Vanucci). A partir daí, a procura pelo produto só cresceu, afirma Paulo Frederico, diretor da Stamp: “De uma produção inicial em torno de 2 mil m2/mês, saltamos hoje para 8 mil m2, de olho na marca de 10 mil m2”. A Stamp utiliza três tipos de acabamento: jateado com areia (sistema que corta os agregados do concreto, deixando uma textura rugosa), jateado com água (o concreto é lavado, mantendo íntegros os agregados) e pedra natural (granito acoplado ao painel). Informações: (11) 7295-6202 |
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| Dois
empreendimentos assinados por Roberto Candusso Arquitetos, Construtora
Inpar e Stamp Pré-fabricados: à esquerda, Double Space, flat na
esquina da Av. Faria Lima e Juscelino Kubitschek, em SP. A obra utilizou
aproximadamente 7 mil m2 de fachada. À direita, Caesar Towers Berrini,
com 15 mil m2 de fachada. Este flat na região sul de São Paulo foi
concebido para ter fachada convencional; convertido para o sistema de pré-fabricados,
obteve redução de 3 meses no tempo de obra. |
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| Reago | |
| A Reago introduziu no Brasil os painéis estruturais de concreto, com tecnologia adaptada da norte-americana Spancrete. Usadas verticalmente, as peças apresentam resistência a cargas, cumprindo papel estrutural no projeto; dispostas na horizontal, adotam função específica de fechamento. São painéis alveolares protendidos, com 25 cm de espessura. Os alvéolos propiciam, além dos ganhos de material, esbeltez e desempenho termoacústico melhor do que os painéis maciços, afirma Emílio Auler, diretor da Reago. Para aproveitar todas as qualidades desses painéis, a Reago não apenas faz o fornecimento dos painéis, explica Auler, mas oferece soluções construtivas (projeto, fabricação das peças, entrega e instalação). Informações: tel. (11) 4589-5800 |
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Flextronics, fábrica de eletroeletrônicos em Sorocaba-SP. O arquiteto Sidonio Porto optou pelo uso dos painéis na horizontal, com função apenas de fechamento. No acabamento, utilizou-se cimento branco estrutural jateado com areia. Para acentuar a horizontalidade do desenho, foram feitos frisos ao longo dos painéis. |
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